zélia duncan protesta

“Você não precisa de artista?” Desabafo de Zélia Duncan viraliza.

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A cantora e compositora Zélia Duncan viralizou nas redes com um vídeo onde declama o seu poema “Vida em Branco”.

Um vídeo de Zélia Duncan postado no IGTV de seu instagram viralizou nessa semana, tudo porque a cantora e compositora declamou um poema de sua autoria intitulado “Vida em Branco”

Segundo Zélia, o texto foi escrito ainda em 2018, na época das eleições presidenciais, com a pretensão de ser publicado em uma revista eletrônica organizada por Gabriel Póvoas, filho de Daniela Mercury.

“Na época da campanha eleitoral muito zumbi apareceu, e nos atacou. Zumbis de carne e osso, zumbis robôs, eu não sei distinguir bem. Naquela época eu comecei a criar minha casca para frequentar a internet, porque nós fomos muito insultados, né? Ainda somos um pouco, mas sabemos lidar melhor com um monte de coisas”, comenta ela.

“Eu vi a frase de um cara falando para um artista, não me lembro mais quem era, mas era alguém muito bacana, falando coisas bonitas, sem atacar ninguém. O cara disse assim: ‘A gente não precisa de vocês. A gente precisa de médicos, advogados, arquitetos. Mas a gente não precisa de artista para nada'”, conta.

A ex-candidata a vice-presidência Manuela D´Ávila twitou o trecho do vídeo em que Duncan recita a poesia e com isso o nome Zélia Duncan foi parar nos Trending Topics, a lista de assuntos mais comentados do Twitter.

A postagem de D’Ávila já foi retuitada mais de 1.400 vezes na rede social, e marcada com “like” por mais de 5 mil usuários.

Confira o vídeo completo com toda a explicação da cantora e a poesia sendo recitada por ela:

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ZD Zóionozóio

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Vida em Branco” – Zélia Duncan

“Você não precisa de artistas?

Então me devolve os momentos bons

Os versos roubados de nós

As cores do seu caminho

Arranca o rádio do seu carro,

Destrói a caixa de som,

Joga fora os instrumentos

e todos aqueles quadros,

Deixa sua parede em branco

Assim como a sua cabeça,

Seu céu de cimento,

Silêncio cheio de ódio,

Armas pra dormir,

Nenhuma canção pra ninar

E suas crianças em guarda,

Esperando a hora incerta

Pra mandar ou receber rajadas.

Você não precisa de artistas?

Então fecha os olhos,

Mora no breu,

Esquece o que a arte te deu.

Finge que não te deu nada,

Nem um som, nenhuma cor,

Nenhuma flor na sua blusa,

Nem Van Gogh nem Tom Jobim,

Nem o Gonzaga nem Diadorim,

Você vai rimar com números,

Vai dormir com raiva

E acordar sem sonhos, sem nada.

E esse vazio no seu peito

Não tem refrão pra dar jeito.

Não tem balé pra bailar.

Você não precisa de artistas?

Então nos perca de vista.

Me deixa de fora

Desse seu mundo perverso,

Sem verso, sem graça, sem alma

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